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Parâmetro da água · ciclo do nitrogênio

Amônia no aquário marinho

Com peixes no aquário, a amônia deve ser indetectável. A Atol trata qualquer leitura acima de 0,1 ppm como fora da faixa. Amônia só é esperada durante a ciclagem, com o aquário ainda sem animais.

  • Equipe Atol IA
  • Revisado em 21 de outubro de 2026
  • 4 fontes
  • 3 min de leitura
Nesta página
  1. Por que a amônia é perigosa
  2. Faixa sugerida
  3. De onde vem esta faixa
  4. De onde vem a amônia
  5. O que fazer quando a amônia aparece
  6. Perguntas frequentes
  7. Fontes

Por que a amônia é perigosa

A amônia é o primeiro resíduo do metabolismo dos peixes e da decomposição de sobras. A parte tóxica é a amônia livre (NH₃), e a fração dela cresce com o pH e a temperatura: cada aumento de 0,3 no pH quase dobra a fração tóxica [1]. Na água do mar essa fração é um pouco menor que na água doce, mas não desprezível [2].

Os limites das tabelas de toxicidade vêm de peixes em repouso. Peixes estressados, recém-chegados ou transportados toleram menos amônia [3]. Em peixes-palhaço, houve lesão nas brânquias em todas as concentrações testadas abaixo da letal [4]. O estudo mediu a amônia livre (NH₃), em níveis que correspondem a alguns ppm no teste de amônia total do aquarista, mas mostra o ponto: o dano começa bem antes da morte. Por isso a meta é zero, não “abaixo do que mata”.

Faixa sugerida

Faixas sugeridas pela Atol para cada tipo de aquário: ponto de partida, ajustável no app.
Tipo de aquárioFaixa sugeridaExemplos
Só peixes (FOWLR)até 0,1 ppmpeixes e rocha viva, sem corais
Corais moles e LPSaté 0,1 ppmzoanthus, euphyllia, acanthastrea
Corais SPSaté 0,1 ppmacropora, montipora, seriatopora
É uma sugestão de partida, não uma regra. Cada aquário é diferente: o que mais importa é a estabilidade e como os seus animais respondem. No app, você usa estas faixas ou ajusta as suas em Configurações → Faixas.

De onde vem esta faixa

A base. Para amônia, a sugestão não é uma faixa, é não detectar. O 0,1 ppm do app é a margem para a imprecisão dos kits de aquário, não um nível “aceitável”.

Por que zero. Em peixes-palhaço, houve lesão nas brânquias em concentrações bem abaixo da letal [4], e peixes estressados toleram menos amônia que as tabelas indicam [3].

Por que não muda com o tipo de aquário. A toxicidade é a mesma para qualquer aquário com animais. A exceção é a ciclagem, sem animais, quando amônia é esperada.

De onde vem a amônia

  • Aquário em ciclagem, ainda sem bactérias suficientes. Veja o guia de ciclagem.
  • Animal morto escondido na rocha.
  • Excesso de alimento ou sobras apodrecendo.
  • Filtragem biológica comprometida: remédio, limpeza agressiva do filtro, queda de energia longa.

O que fazer quando a amônia aparece

Com peixes, amônia detectável é emergência. Aja no mesmo dia.
  1. Confirme a leitura e meça também o nitrito.
  2. Procure e remova a fonte: animal morto, sobra de comida.
  3. Pare ou reduza a alimentação por um ou dois dias.
  4. Faça uma troca de água com água nova na mesma salinidade e temperatura.
  5. Meça de novo no dia seguinte, até a amônia voltar a zero.

Perguntas frequentes

Amônia de 0,25 ppm com peixes é perigoso?

Está acima da faixa. Sozinho, esse nível raramente mata, mas mostra que a filtragem biológica não está dando conta, e peixe estressado tolera menos amônia. Siga os passos de emergência.

Por que a amônia é mais perigosa no aquário marinho do que eu pensava?

Porque o pH da água salgada é alto, perto de 8, e quanto maior o pH, maior a fração tóxica da amônia.

Bactéria em frasco resolve a amônia?

Ajuda a recompor a filtragem biológica, mas só se for produto para água salgada, e não substitui remover a fonte e trocar água.

Fontes

  1. Emerson et al. (1975). Aqueous ammonia equilibrium calculations: effect of pH and temperature. Journal of the Fisheries Research Board of Canada 32:2379–2383. doi:10.1139/f75-274evidência forte
  2. Bower, Bidwell (1978). Ionization of ammonia in seawater: effects of temperature, pH, and salinity. Journal of the Fisheries Research Board of Canada 35:1012–1016. doi:10.1139/f78-165evidência forte
  3. Randall, Tsui (2002). Ammonia toxicity in fish. Marine Pollution Bulletin 45:17–23. doi:10.1016/S0025-326X(02)00227-8evidência forte
  4. Medeiros et al. (2016). Ammonia and nitrite toxicity to false clownfish Amphiprion ocellaris. Aquaculture International 24:985–993. doi:10.1007/s10499-015-9965-9evidência moderada
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