Por que fazer TPA
- Dilui o que se acumula: nitrato, fosfato e compostos que o skimmer não remove.
- Repõe o que se consome: elementos que o sal traz e que os corais e algas usam.
- Corrige aos poucos pequenas diferenças de salinidade e de nutrientes.
Passo a passo
- Prepare a água nova com antecedência, em balde ou bombona limpos, com água de osmose reversa (RO/DI).
- Misture o sal com circulação e aquecimento até dissolver por completo e a água ficar estável.
- Iguale a salinidade: a água nova precisa ter a mesma densidade do aquário. Queda de salinidade branqueia corais mesmo sem luz forte [1], e o dano cresce com o tamanho e a duração da queda [2].
- Iguale a temperatura: a Atol trabalha com no máximo 0,2 °C por hora de variação.
- Retire a água velha sem mexer na areia, de preferência pelo sump ou de um ponto aberto da coluna d’água. Revolver o substrato solta detritos e nutrientes na água e perturba os organismos que vivem nele.
- Reponha a água nova devagar, longe dos corais mais sensíveis.
- Registre a TPA e meça KH, cálcio e magnésio nos dias seguintes: o sal novo pode mudar esses valores.
Quanto e com que frequência
Não há um número único: depende do volume, da carga de animais e dos nutrientes. A Atol sugere o volume da TPA a partir do volume do seu sistema (display e sump) e avisa quando a última troca passa de 14 dias. Trocas menores e regulares mudam menos os parâmetros que uma troca grande de uma vez.
Perguntas frequentes
Quanto de água devo trocar?
Depende do volume e da carga do aquário. A Atol calcula uma sugestão a partir do volume cadastrado. Trocas menores e frequentes são mais estáveis que uma grande.
Posso usar água da torneira?
O mais seguro é água de osmose reversa (RO/DI). A água da torneira pode trazer cloro, cloramina, fosfato e silicato, que alimentam algas e estressam os animais.
Por que meu KH mudou depois da TPA?
Cada marca de sal tem um KH e um cálcio diferentes. Meça depois das trocas e ajuste a dosagem se for preciso.
Fontes
- Kerswell, Jones (2003). Effects of hypo-osmosis on the coral Stylophora pistillata: nature and cause of 'low-salinity bleaching'. Marine Ecology Progress Series 253:145–154. doi:10.3354/meps253145evidência moderada
- Berkelmans, Jones, Schaffelke (2012). Salinity thresholds of Acropora spp. on the Great Barrier Reef. Coral Reefs 31:1103–1110. doi:10.1007/s00338-012-0930-zevidência moderada